DNA de 50.000 anos muda o que sabemos sobre a história humana

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Homo Sapiens
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Em um artigo publicado no The Conversation, as autoras Elizabeth Sawchuk, Jessica Thomspon e Mary Prendergast detalham o estudo sobre o Homo Sapiens. A equipe de pesquisadores incluiu um total de 44 membros. Os pesquisadores analisaram o DNA antigo de 18.000 anos atrás. Essas informações, dizem eles, os ajudaram a entender mais sobre como os humanos modernos estavam se movendo e interagindo uns com os outros na África há muito tempo. De acordo com o DNA antigo, grandes mudanças sociais de 50.000 anos atrás ajudaram a moldar o estado atual das pessoas “vivendo localmente”. A informação do portal BGR.

A África é o berço das origens humanas e da engenhosidade do homem, incluindo a criação de várias ferramentas antigas que os humanos usavam. Entre 80.000 e 60.000 anos atrás, porém, o Homo sapiens se espalhou além da África para outras massas de terra. Este novo estudo teve como objetivo saber mais sobre o que aconteceu após a disseminação, bem como por que não houve mais informações sobre eles até agora.

Ao observar o DNA antigo descoberto na África, a equipe conseguiu determinar várias coisas. Primeiro, as pessoas mudaram a forma como se moviam e interagiam na época da transição da Idade da Pedra. Aproximadamente 30.000 – 60.000 anos atrás, a transição da Idade da Pedra Posterior é uma característica proeminente do registro arqueológico em estudos africanos. Muitos a consideram a origem ou dispersão dos “humanos modernos”.

Com base no novo aDNA que descobriram, os pesquisadores acreditam que os povos antigos descendiam das mesmas três populações. Essas populações estão todas relacionadas aos atuais e antigos africanos orientais, do sul e do centro, dizem os pesquisadores.

Algo mudou a forma como os humanos interagem 50.000 anos atrás

As conexões que os pesquisadores encontraram são intrigantes. No entanto, os pesquisadores também descobriram que algo importante aconteceu cerca de 50.000 anos atrás. Este evento mudou a forma como o povo da África se misturava e se movia. Onde as forrageadoras haviam encontrado parceiros fora de suas áreas locais, há cerca de 20.000 anos, a maioria das forrageadoras em algumas regiões encontrava quase exclusivamente seus parceiros na região local. Os pesquisadores dizem que isso deve ter continuado por algum tempo, já que os restos de DNA antigo não pareciam combinar com os vizinhos por vários milhares de anos.

Apesar de aprender mais sobre a conexão entre todos os humanos e os primeiros caçadores-coletores africanos, o DNA antigo só trouxe mais perguntas. O que aconteceu para estimular essas forrageadoras a começar a viver mais localmente? Os pesquisadores ainda não têm certeza. O que eles sabem, porém, é que a regionalização parece ter afetado não apenas as tradições e posturas culturais, mas também a maneira como os genes fluíram.

Infelizmente, encontrar essas respostas exigirá muito trabalho. Como observam os pesquisadores, o ambiente hostil e quente da África é um assassino perfeito para o DNA. Como tal, encontrar novos registros de DNA para estudar tem sido difícil. Mas o trabalho não para por aqui. Felizmente, os pesquisadores continuarão a investigar o DNA antigo para aprender mais sobre o passado que ajudou a moldar a humanidade moderna.

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