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Paraná tem 94% das praias próprias para banho

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O segundo boletim de balneabilidade do Paraná, divulgado pelo Instituto Água e Terra (IAT), mostrou que 94% das praias do Estado estão próprias para banho. Dos 66 pontos monitorados pelo órgão ambiental, 62 foram considerados adequados – 45 no Litoral e outros 17 (100%) nas chamadas prainhas de água doce, nas regiões Oeste e Norte.

Os quatro locais impróprios ficam à direita do trapiche de Encantadas, na Ilha do Mel, em Paranaguá; na Avenida Principal do Balneário Olho D’Água, em Pontal do Paraná; na altura da Rua Alois Cicatka, em Guaratuba; e na Ponta da Pita, em Antonina.

A qualidade da água paranaense revelada pelo boletim chama a atenção em um momento em que outros estados convivem com aumento nos locais impróprios para banho. Em Santa Catarina, por exemplo, cerca de 33% dos pontos monitorados receberam a bandeira vermelha, de água inadequada para uso da população, de acordo com o Instituto do Meio Ambiente (IMA), órgão vinculado ao governo catarinense. Em Balneário Camboriú, no Vale do Itajaí, apenas quatro dos 15 pontos monitorados são considerados próprios. Em Itapema, na mesma região, são cinco pontos próprios e quatro impróprios. Já na capital Florianópolis, 24 locais estão sob bandeira vermelha.

Normalmente, nesses casos, a ampliação da faixa de praia sem condições para banho vem acompanhada de relatos de problemas de saúde, como casos de diarreia e doenças de pele.

“O Governo do Paraná se preocupa com o bem-estar das pessoas, com uma vasta programação durante a temporada do Verão Maior, mas também preza pela saúde das pessoas. Trabalhamos muito em medidas de saneamento para que os turistas encontrem uma praia em condições para o lazer. A busca é por ter um Paraná com 100% de praias próprias para banho”, destaca o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.

Ele lembra também que a construção de estruturas marítimas em Matinhos, dentro do pacote de revitalização da orla, impactou positivamente na qualidade da água no Litoral. Estudo preliminar de balneabilidade feito pelo IAT na região de impacto em que foram construídos dois guias-correntes, dois headlands e um espigão revelou que os quatro pontos de monitoramento que até a temporada passada eram considerados impróprios para banho receberam, agora, a bandeira azul. Ou seja, passaram a ser aptos para receber banhistas.

“Esse projeto mudou o nosso Litoral, beneficiando a população de diferentes maneiras. Uma delas é justamente a qualidade da água, com a ampliação dos locais adequados para banhistas”, afirma Souza.

Ainda de acordo com o segundo relatório, Matinhos e Morretes estão com 100% de balneabilidade, Guaratuba 93%, Pontal do Paraná 91% e a Ilha do Mel com 83%.

“O Instituto Água e Terra está trabalhando no licenciamento ambiental de um grande projeto de saneamento para a Ilha do Mel, justamente para melhorar ainda mais a balneabilidade deste cartão-postal do Paraná”, diz o presidente do IAT.

As demais localidades que aparecem como impróprias são concentradas na foz dos rios que cortam a região (10), pontos de drenagem das áreas urbanas que nunca são indicados para banhos ou práticas esportivas, como a foz do canal Caiobá, em Matinhos, e a foz do Rio Olho D’Água, em Pontal do Paraná. O IAT, inclusive, nem faz a medição desses pontos.

Do outro lado do Estado, nas costas Oeste e Norte, as 17 áreas foram autorizadas para banho e recreação, nos municípios de Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Itaipulândia, Missal, Santa Helena, Entre Rios do Oeste, Marechal Cândido Rondon e Primeiro de Maio.

Os boletins de balneabilidade são disponibilizados semanalmente pelo IAT, durante a temporada de verão, período em que há maior fluxo de usuários nos locais monitorados. As amostras de água são coletadas nas segundas-feiras e analisadas durante a semana no laboratório do instituto, em Curitiba. Ao longo desta temporada de verão, serão emitidos oito boletins, até o dia 9 de fevereiro de 2023, na semana do Carnaval. A ação é parte do projeto do Governo do Estado para a temporada de verão.

O monitoramento das águas verifica se há contaminação por esgoto sanitário clandestino e indica a possibilidade de uso dos espaços públicos para atividades de lazer, como natação, mergulho e esqui aquático.

Para isso, utiliza-se o indicador Escherichia coli, uma bactéria existente no intestino dos seres humanos e dos animais de sangue quente. Quanto maior o número dessa bactéria na água, maior será a quantidade de esgoto e, consequentemente, maior a probabilidade da existência de organismos patogênicos (causadores de doenças).

As doenças mais comuns são gastroenterite, diarreia, doenças de pele e infecções nos olhos, ouvidos e garganta. Outras mais graves também podem ser transmitidas por meio da água, como hepatite A, cólera e febre tifóide.

A avaliação é feita seguindo determinações da Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) nº 274/2000.

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