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quinta-feira, maio 23, 2024
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Cariani comprava hormônios usando dados de crianças

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O influenciador fitness Renato Cariani, de 47 anos, atualmente réu por tráfico de drogas e crimes correlatos, foi acusado de utilizar informações de crianças para adquirir hormônios de crescimento com desconto.

Em um relatório da Polícia Federal (PF) Cariani teria utilizado nomes de crianças para obter receitas médicas e vantagens financeiras na aquisição de Norditropin, mais conhecido como “GH”, um hormônio amplamente empregado para o desenvolvimento muscular no cenário fitness.

Trocas de mensagens entre o influenciador e uma mulher identificada como Elen Couto revelam Cariani solicitando o produto. “Amiga, consegue dois nomes de crianças com os dados dos pais para mim, por favor. Preciso comprar mais daquele medicamento”, escreveu Cariani. A mulher responde que consegue. Ao ser questionada por Cariani sobre a origem dos dados, ela mencionou ter pego as informações dos alunos.

Para a PF, o uso de informações de alunos para o registro “reforça os indícios de falsidade das receitas”. Embora a comunicação entre os envolvidos na compra dos hormônios não seja o foco da investigação federal, ela serviu de embasamento para o relatório da Operação Hinsberg.

Cariani, junto com outras quatro pessoas, incluindo Roseli Dorth, Fabio Spinola Mota, Andreia Domingues Ferreira e Rodrigo Gomes Ferreira, tiveram as denúncias aceitas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo na sexta-feira, 16.

O influenciador estava sob investigação da Polícia Federal no âmbito da Operação Hinsberg, que, em dezembro do ano passado, realizou 18 mandados de busca e apreensão. Em janeiro deste ano, Cariani foi indiciado pela PF por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas.

Ele é um dos sócios da Anidrol, empresa de produtos químicos que teria ligações com desvios de substâncias ilícitas. Além disso, a Quimietest, que também está sob radar da PF, é suspeita de ser um dos braços da Anidrol.

Segundo a Polícia Federal, as investigações revelaram um esquema de emissão fraudulenta de notas fiscais por empresas licenciadas para vender produtos químicos em São Paulo. Foram identificadas 60 transações dissimuladas vinculadas à atuação da organização criminosa, totalizando aproximadamente 12 toneladas de produtos químicos, correspondendo a mais de 15 toneladas de cocaína e crack prontas para consumo. Além disso, as investigações apontaram o uso de pessoas interpostas e a criação de empresas fictícias para ocultar e dissimular a origem ilícita dos valores recebidos.

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