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quinta-feira, maio 23, 2024
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Estudo prova que um peixinho faz mais barulho do que elefantes

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Uma espécie de peixe pequeno, que não mede mais do que meio polegada de comprimento, é capaz de produzir sons mais altos do que um elefante, de acordo com um novo estudo.

Danionella cerebrum, peixes minúsculos e translúcidos que habitam águas rasas perto de Myanmar, podem emitir sons de mais de 140 decibéis, relata uma equipe internacional de cientistas em um comunicado de imprensa divulgado na terça-feira.

“Isso é comparável ao barulho que um humano percebe de um avião durante a decolagem a uma distância de 100 metros e é bastante incomum para um animal de tamanho tão pequeno”, disse o autor do estudo, Ralf Britz, um ictiólogo na Alemanha, no comunicado de imprensa.

Embora grandes animais geralmente sejam capazes de produzir ruídos mais altos do que os pequenos, com elefantes capazes de emitir sons de até 125 decibéis com suas trombas, alguns animais pequenos podem produzir ruídos surpreendentemente altos para o seu tamanho. Um exemplo é o camarão-pistola, que utiliza suas garras para produzir estalidos sonoros que chegam a medir até 250 decibéis, conforme acrescentado no comunicado.

Além disso, há algumas espécies de peixes que emitem ruídos excepcionalmente altos, como o peixe-macho da espécie plainfin midshipman, capaz de realizar chamados de acasalamento de até 130 decibéis. Entretanto, Danionella cerebrum parece ser única entre os peixes nesse aspecto.

Os pesquisadores utilizaram gravações de vídeo em alta velocidade, microtomografias computadorizadas e análises de informações genéticas para demonstrar que os machos dessa espécie “possuem um aparelho único para produção de som, que inclui cartilagem de batimento, uma costela especializada e um músculo resistente à fadiga”, conforme detalhado no comunicado.

Esses peixes emitem sons ao bater a cartilagem contra a sua bexiga natatória, um órgão cheio de gás que permite a regulação da profundidade na água, resultando em uma emissão de pulsos sonoros rápidos.

Pulsos de frequência mais alta são produzidos pela compressão da bexiga natatória dos lados esquerdo e direito em um padrão alternado, enquanto pulsos de frequência mais baixa são gerados por meio de compressões unilaterais repetidas no mesmo lado do corpo.

“Não há registro de outro peixe utilizando contrações musculares unilaterais repetidas para produção de som”, afirmam os pesquisadores.

O uso tanto de contrações bilaterais quanto unilaterais possibilita a produção de uma ampla variedade de sons, segundo o estudo. Os pesquisadores indicam que esses peixes utilizam os pulsos sonoros para se comunicar em ambientes aquáticos turvos, onde a visibilidade é restrita.

“Acreditamos que a competição entre os machos nesse ambiente visualmente restrito tenha contribuído para o desenvolvimento desse mecanismo especial para comunicação acústica”, conclui Britz.

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