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quarta-feira, julho 24, 2024
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Praias do Paraná estão entre as mais limpas do País

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As praias do Paraná estão entre as mais limpas do País. O boletim de balneabilidade divulgado semanalmente pelo Instituto Água e Terra (IAT) mostra que, atualmente, 91% dos pontos monitorados no Litoral e nas praias de água doce da região Oeste e Norte estão próprios para banho, o terceiro melhor resultado entre os estados costeiros brasileiros.

Dos 66 pontos monitorados pelo IAT no Estado, 60 foram considerados adequados para banho, sendo 44 no Litoral e 16 no Interior. “Além das obras que estão tornando nosso Litoral cada vez mais atrativos para os veranistas, as águas do Paraná têm também muita qualidade. O turista encontra praias limpas e uma série de atrativos que preparamos para receber bem quem vem ao Paraná”, diz o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Com esse resultado, o Paraná fica bem próximo ao Rio Grande do Sul, que tem 92% das praias próprias para banho, e fica atrás de Sergipe, que tem 100% dos 19 trechos analisados em boas condições. São os estados únicos no Brasil com índice de balneabilidade acima de 90%.

Houve um levantamento junto aos órgãos ambientais de 13 dos 16 estados litorâneos brasileiros (Pará, Amapá e Piauí não fazem o monitoramento de balneabilidade em suas costas). O estudo analisou 1.313 pontos monitorados pelos estados do Paraná (91%), Rio Grande do Sul (92%), Santa Catarina (62%), São Paulo (88%), Rio de Janeiro (77%), Espírito Santo (74%), Bahia (79%), Sergipe (100%), Alagoas (89%), Paraíba (76%), Rio Grande do Norte (84%), Ceará (78%) e Maranhão (36%).

Em média, 72% das praias brasileiras estavam com boas condições de banho no início deste ano – 955 no total.

O monitoramento das águas verifica se há contaminação por esgoto sanitário clandestino e indica a possibilidade de uso dos espaços públicos para atividades de lazer, como natação, mergulho e esqui aquático. A avaliação é feita seguindo determinações da Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) nº 274/2000.

No Paraná, o IAT utiliza como indicador a presença da Escherichia coli, uma bactéria existente no intestino dos seres humanos e dos animais de sangue quente. Quanto maior o número dessa bactéria na água, maior será a quantidade de esgoto e, consequentemente, maior a probabilidade da existência de organismos patogênicos, que causam doenças.

As águas contaminadas podem causar, por exemplo, enfermidades como gastroenterite, diarreia, doenças de pele e infecções nos olhos, ouvidos e garganta. Outras mais graves também podem ser transmitidas por meio da água, como hepatite A, cólera e febre tifoide.

Além dos 66 pontos monitorados regularmente na temporada de verão, outras 10 localidades, concentradas na foz dos rios que cortam as praias do Litoral, aparecem no boletim do IAT, mas o órgão não faz mais medição desses pontos. São pontos de drenagem das áreas urbanas que nunca são indicados para banhos ou práticas esportivas, como a foz do canal Caiobá, em Matinhos, e a foz do Rio Olho D’Água, em Pontal do Paraná.

Segundo levantamento recente do jornal Folha de S.Paulo publicado no final do ano passado, apenas 32% das praias brasileiras são classificadas como boas. Em 31,4% delas, a situação era ruim ou péssima e 27,2% estavam regulares. A pesquisa foi feita ao longo de um ano, entre novembro de 2022 e outubro de 2023, e leva em conta 1.350 pontos monitorados em todo o litoral brasileiro, com exceção do Piauí, Pará e Amapá.

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